quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tema 3: Concurso Unificado e ZH

O crack ganhou a mídia. Mas, antes da mídia, o crack ganhou as ruas, os jovens de lares desestruturados, os de classe média, ganhou até pais e mães de família. Hoje, o crack virou epidemia e está sendo tratado como tal, embora ainda faltem dados nacionais sobre o número de vítimas e o perfil dos usuários da droga no Brasil.

Há, contudo, uma estimativa de que o número de usuários de crack hoje no Brasil esteja em torno de 1,2 milhão e a idade média para o início da droga seja 13 anos. Esses dados têm base em censo do IBGE e foram apresentados no último dia 05, no lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados.

O crack é uma droga derivada da planta de coca e surgiu no início da década de oitenta. De forma sólida, permite que seja fumado. Atualmente, seu consumo é maior que o da cocaína, pois é uma droga barata, de fácil acesso e de efeito imediato. Não obstante, o baixo custo da pedra – em torno de R$ 5,00 – revela-se ilusório: o dependente precisa fumar 20, 30 vezes por dia.

Pela forma de uso, o crack é mais potente do que qualquer outra droga e provoca dependência desde a primeira pedra. Ele chega ao cérebro em até 12 segundos, causando intensa euforia e autoconfiança, sensação que persiste por 5 a 10 minutos. Como comparação, a cocaína, quando cheirada, leva de 10 a 15 minutos para começar a fazer efeito.

Por isso, a vontade de usar novamente o crack é irresistível. O usuário mostra-se agressivo, podendo mentir, roubar, prostituir-se, até matar. O dependente quase não dorme, sendo comum a sua desnutrição. Esse quadro deixa-o vulnerável a adquirir doenças como pneumonia, tuberculose e a sofrer um infarto. Também podem ocorrer desde deficiências de memória e de concentração até psicoses e alucinações.

Com o enfraquecimento do organismo, a morte de quem consome crack é uma provável consequência. Entretanto, no Brasil a causa mais comum de óbito é a exposição à violência, uma vez que o usuário costuma apresentar comportamento de risco.

Diante dessa alarmante realidade, o Grupo RBS lançou, em maio de 2009, a campanha Crack, nem pensar, dirigida ao Rio Grande do Sul e a Santa Catarina. No ano passado, o projeto mostrou o efeito devastador do crack e os malefícios físicos e psicológicos causados a quem usa. Neste ano, a campanha segue com o objetivo de evitar que mais pessoas experimentem a droga e aumentem, assim, a lista do número de usuários.

Com bastante realismo, a campanha Crack, nem pensar mostra depoimentos reais, como o da mãe que matou o filho viciado em crack ou da que se sentiu aliviada ao perder o filho para a droga; o de uma menina de 15 anos que se prostitui para conseguir a pedra; ou o de um jovem de classe média que perdeu tudo, de bens materiais a familiares e amigos, em decorrência do vício.

O crack, ao ganhar a mídia, ganhou também a atenção das famílias, das escolas, dos hospitais, da política nacional (em 20 de maio último, o presidente Lula assinou decreto do Plano Nacional de Combate ao Crack). Afinal, mesmo sabendo que é difícil e havendo poucos exemplos que sirvam de comprovação, visto que 90 % recaem no uso do crack, a droga pode e precisa ser vencida.

Informações retiradas do site www.cracknempensar.com.br

Considerando essas informações e as de que você já tem conhecimento sobre o crack,

- identifique a pior consequência que o uso do crack pode desencadear

1. ao próprio usuário;

2. às pessoas próximas do usuário (como familiares, amigos);

3. à sociedade em geral;

- escolha uma (ou mais) das três opções acima para definir seu ponto de vista;

- redija um texto de caráter dissertativo, justificando sua escolha com ideias que sustentem a argumentação pretendida em defesa de seu ponto de vista.

Sua redação deve ter extensão mínima de 30 linhas, excluindo-se o título, e máxima de 50 linhas, considerando-se letra de tamanho regular. Utilize caneta preta ou azul para passá-la a limpo.





quarta-feira, 26 de maio de 2010

O QUE JÁ FOI TEMA DO ENEM

OLÁ, TURMA!
ESTES SÃO OS TEMAS QUE JÁ FORAM ABORDADOS NAS PROVAS DE REDAÇÃO DO ENEM:

1998. Viver e aprender
1999. Cidadania e participação social
2000. Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
2001. Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2002. O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita?
2003. A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?
2004. Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?
2005. O trabalho infantil da realidade brasileira.
2006. O poder de transformação da leitura.
2007. O desafio de se conviver com a diferença
2008. Amazônia. (A abordagem é sobre desmatamento)
2009. Idoso (prova nula)
2009. O indivíduo frente à ética nacional

Beijo!
Profe Mariléia Marchezan

REDAÇÃO DO ENEM - AS 5 COMPETÊNCIAS

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) exige que o candidato redija um texto do tipo dissertativo-argumentativo, cujo tema se relacione a questões sociais, políticas, culturais e/ou científicas, a partir de uma situação-problema. É automaticamente desconsiderada para correção pela banca avaliadora a redação que se afastar do tema proposto ou for de encontro aos direitos humanos e à cidadania.

AS CINCO COMPETÊNCIAS:

1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
NÃO SE TRATA DE CONCURSO LITERÁRIO, porém, é necessário demonstrar conhecimento de regras básicas de escrita na nossa língua.

2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Para isso, é essencial valer-se de seu conhecimento de mundo, uma vez que se torna muito mais difícil elaborar um texto sobre algo que você nunca ouviu falar. Daí a importância da leitura de textos diversificados, sobretudo os jornalísticos, para que você tenha o que dizer em sua redação.

3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
É necessário apresentar dados e informações ou mesmo expressar sua opinião ou expor argumentos pertinentes ao tema proposto. É primordial saber organizar as ideias e apresentar a sua interpretação para a situação-problema em questão, estabelecendo relações lógicas e coerentes e fazendo a sua leitura da realidade, a fim de demonstrar seu ponto de vista em relação ao tema proposto.

4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

É necessário organizar os argumentos de modo lógico e coerente. Para isso, é fundamental utilizar os chamados elementos de coesão textual e/ou os organizadores argumentativos, como, por exemplo, advérbios, locuções adverbiais e conjunções, estabelecendo relações adequadas entre termos e também entre os parágrafos, sobretudo no desenvolvimento do texto, a fim de que o sentido seja construído de maneira clara e objetiva. É preciso, ainda, saber utilizar um repertório lingüístico ou vocabular adequado ao tema e aos objetivos do texto. Isso não significa, em hipótese alguma, valer-se, de maneira desenfreada, de termos e/ou expressões considerados mais rebuscados ou eruditos a fim de impressionar a banca de correção. A banca não é boba!

5. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores/direitos humanos e considerando a diversidade sociocultural

A solução, ou soluções, porém, deve resultar de uma relação lógica e coerente com os argumentos, opiniões, informações e dados apresentados no desenvolvimento. É aconselhável cautela diante de seu posicionamento a respeito de determinadas questões consideradas o calcanhar-de-aquiles das sociedades contemporâneas. Por exemplo, o preconceito racial, social e/ou religioso, a prática de tortura ou a apologia à violência de qualquer espécie.A razão é óbvia: ideias e/ou concepções retrógradas e pouco ortodoxas acerca desses temas vão contra as muitas conquistas, sociais, políticas e culturais sedimentadas depois de décadas ou até mesmo séculos de luta por justiça social e respeito à integridade humana.

AULAS DE 2010

Olá, pessoal!!
A partir desta postagem começo a atualizar o blog com aulas de 2010.
Um abraço!
Profe Mariléia Marchezan

domingo, 29 de novembro de 2009

APARELHOS ELETRÔNICOS 2

Adolescentes britânicos estão tendo a saúde prejudicada por não dormirem o suficiente ao serem distraídos por aparelhos eletrônicos em suas quartos, revelou uma pesquisa publicada nesta terça-feira. O instituto de opinião Conselho do Sono informou que dormir mal pode ser tão prejudicial quanto alimentação ruim e é um motivo de preocupação para os pais com relação ao estilo de vida dos seus filhos.
Após entrevistar mil adolescentes entre 12 e 16 anos, a pesquisa descobriu que uma parcela de 30% dormia apenas entre quatro e sete horas por noite, enquanto o recomendado seria entre oito e nove horas. Quase um quarto dos entrevistados disse que adormecia vendo televisão, ouvindo música ou usando qualquer outro tipo de aparelho eletrônico.
"Essa é uma tendência incrivelmente preocupante", disse Chris Idzikowski, do Centro de Sono de Edinburgo. "O que estamos vendo é o surgimento do 'Junk Sleep', que é dormir por um tempo menor que o recomendado e com uma qualidade inferior à necessária para proporcionar ao cérebro o descanso que ele precisa para funcionar bem na escola."
Quase todos os adolescentes têm um telefone, um aparelho de som ou uma televisão em seus quartos, enquanto quase dois terços têm os três equipamentos. Cerca de um em cada cinco meninos disseram que a qualidade do sono foi prejudicada por terem deixado a TV ou o computador ligados.
A pesquisa também revelou que 40% dos jovens se sentiam cansados todos os dias, e as meninas de 15 e 16 anos foram as que se consideraram piores. Entretanto, apenas 11% disse que estava preocupado com a falta ou a qualidade do sono.
"Estou preocupado que tão poucos adolescentes façam a ligação entre ter um bom sono e como eles se sentem durante o dia", afirmou Idzikowski. "Os adolescentes precisam acordar para o fato de que para sentirem-se bem, atuarem bem e terem boa aparência, eles precisam fazer alguma coisa por seu sono."
(Terra -Tecnologia in: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1862196-EI4799,00.html)
  • Proposta de Redação: a partir da leitura do texto acima, do teu conhecimento de mundo e experiências pessoais, escreve um texto dissertativo, em prosa, entre 15 e 30 linhas, sobre o tema:
  • OS PERIGOS DO USO EXAGERADO DOS APARELHOS ELETRÔNICOS.
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APARELHOS ELETRÔNICOS

Uma pesquisa realiza pela GfK levantou quais aparelhos eletrônicos os brasileiros já possuem. Os três primeiros colocados são: celular (79%), DVD Player (72%) e computador (53%). Já 44% possuem câmera digital e 38% MP3/ MP4. No caso da TV de tela fina, esta porcentagem é de 19% e de home theater, 16%.

No geral, a porcentagem de pessoas que possuem eletrônicos é maior entre os homens que entre as mulheres. A idade e a classe social também são variáveis de influência. Quanto mais jovem e mais alta a classe social, maior o número de possuidores de eletrônicos.

Quando perguntado quais produtos pretende comprar nos próximos seis meses, os mais citados foram: computador (16%), TV de tela fina (16%) e Câmara Digital (15%). As menores menções foram: TV Digital Portátil, MP3/MP4 e DVD Player (todos com 3% cada).


A estima pelos aparelhos eletrônicos também foi medida na pesquisa. Quando perguntados sobre qual produto eletrônico é o maior “companheiro”, cuja perda ou dano seria muito sentida caso não houvesse reposição, os resultados foram: TV (44%), celular (25%), computador (20%) e rádio (10%).

Aqui também o sexo, a idade e a classe social influenciam na preferência. O celular é visto como “maior companheiro“ pelos mais jovens e também entre os homens (28% contra 21% entre as mulheres). O computador é mais estimado pelos mais jovens, homens e classe AB. Já TV, tem maior estima entre as mulheres (50% contra 37% entre os homens), na classe CD (49% contra 38% da classe AB) e à medida que a i dade vai aumentando. O rádio também ganha preferência à medida que a idade aumenta.

A GfK entrevistou 1.000 pessoas com mais de 18 anos das cinco regiões brasileiras, em 12 capitais ou áreas metropolitanas, para avaliar a preferência dos consumidores por produtos eletrônicos.
(Canal Executivo: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas09/250620092.htm)
  • PROPOSTA DE REDAÇÃO: a partir da leitura do texto acima e do teu conhecimento de mundo, escreve um texto dissertativo, entre 15 e 30 linhas sobre o seguinte tema: O CONSUMO E A UTILIDADE OU INUTILIDADE DOS APARELHOS ELETRÔNICOS.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os Super-Heróis
Toquinho
Composição: Toquinho / Mutinho
Nós somos os super-heróis.
Defendemos nossa nação.
Vivemos nos gibis, nas telas dos cines,
Nos filmes de televisão.
Levamos bandidos, ladrões,
Malfeitores, larápios
A dormir na prisão.

Nós somos os super-heróis.
Lutamos contra quem vier:
Baixinhos, gordinhos, gigantes,
Vilões maquiavélicos, homem ou mulher.
Mas temos momentos na vida
Em que somos pessoas como outras quaisquer.

Eu sou o homem-aranha
E vou lhes contar um pequeno segredo:
Se esqueço da rede subindo num prédio,
Eu fico morrendo de medo.

Eu sou o detetive Batman
E ontem à tarde perdi minha agulha.
Caiu um botão da minha capa e eu
Não pude de noite fazer a patrulha.

Eu sou o leal super-homem
E hoje cedinho, antes de ir pro batente
Estava com sono e passei sem querer
Criptonita na escova de dente.

Eu sou o conhecido Hulk
E vou revelar um segredo contido:
No carnaval na avenida vou me fantasiar
De abacate batido.

Eu sou a mulher-maravilha
E super-mulher que se preza não mente:
Eu fui dar um beijo no meu namorado
E quebrei seus dentinhos da frente.


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Um super-herói é um personagem fictício "sem precedentes das proezas físicas dedicadas aos atos em prol do interesse público." Desde a estréia do super-herói Superman em 1938, histórias de super-heróis variando de aventuras para breves episódios contínua longos anos - Grupo sagas - quadrinhos americanos têm dominado a passagem em livros e outros meios de comunicação social.

Uma super-herói feminina é muitas vezes chamada de super-heroína.

Por mais definições, personagens não têm necessidade de ter superpoderes para serem considerados superheróis.

O objetivo dos Super-heróis é, geralmente, a defesa do bem, da paz, o combate ao crime, tomando para si a responsabilidade de ser protagonista na luta do bem contra o mal.(wikipedia)


Herói (desambiguação).


Herói é uma figura arquetípica que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica. Do grego ‘hrvV, pelo latim heros, o termo herói designa originalmente o protagonista de uma obra narrativa ou dramática. Para os Gregos, o herói situa-se na posição intermédia entre os deuses e os homens, sendo, em geral filho de um deus e uma mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles). Portanto, o herói tem dimensão semi-divina.

Variando consoante as épocas, as correntes estético-literárias, os géneros e subgéneros, o herói é marcado por uma projecção ambígua: por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, transcende a mesma condição, na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de atingir – fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência, etc. O heroísmo que resulta em auto-sacrifício chama-se martírio.

O herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz. Eventualmente buscará objetivos supostamente egoístas (vingança, por exemplo); no entanto, suas motivações serão sempre moralmente justas ou eticamente aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral

Tema de Redação:

Baseado nos textos acima, escreve um texto dissertativo-argumentativo, defendendo um herói ou um super-herói da atualidade ou de tempos idos.

Ao desenvolver seu texto, selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista a cerca do tema.

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